Por que pedimos o sim dos dois lados
Nenhuma apresentação acontece sem que as duas pessoas aceitem, cada uma vendo o motivo. É a decisão de arquitetura mais cara do produto — ela derruba o número que poderíamos reportar — e é a que sustenta tudo o mais. Sem ela, a plataforma seria um distribuidor de contatos com etiqueta de indicação.
O que a regra custa, em número
Em 11 de agosto de 2026: 140 apresentações feitas, 34 com o sim dos dois lados, 88 aguardando o segundo sim, 16 recusadas.
Sem a regra, o material comercial diria “140 conexões”. Com ela, diz 34. A diferença — 106 — é o número de pessoas que teriam recebido um contato que não pediram.
Por que consentimento de cadastro não basta
O aceite genérico do cadastro autoriza participar da Rede. Ser apresentado a uma pessoa específica, por um motivo específico, é outra finalidade — e finalidade nova pede decisão nova. É a mesma lógica de consentimento na LGPD: específico, informado, revogável.
O efeito colateral que aceitamos
A maior parte das apresentações não é recusada: fica esperando. Silêncio é o desfecho mais comum, e tratá-lo como consentimento seria a saída fácil — a mesma saída que transforma opt-out em prática padrão em tanto produto.
O que ganhamos em troca
- Quem recebe o contato quer recebê-lo, e responde.
- A pessoa mais disputada da base não é abandonada por excesso de abordagem.
- A recusa vira sinal útil, em vez de reclamação.
- O número que reportamos corresponde a algo que aconteceu.